:: Sadness III ::

Forjado por Guardian | 17:48 | 0 pulsações »

"- Não adianta, - disse Talber - não consigo trazê-lo de volta.
- Tem que tê um jeito, - disse Beldar - funcionô com todo mundo, tem que funcioná com ele!
- É como se toda a sua energia tivesse sido exaurida, como se seu espírito não quisesse responder a meus chamados! Mas eu o conheço e sinto que sua missão não está terminada. - tornou a falar Talber olhando Wogal, Beldar e Griffin e em seguida pondo as mãos sobre a cabeça, os cabelos surgindo entre os dedos, a respiração ofegante pela exaustão.
- Talvez a ressurreição... - disse O Arkano.
- É extremamente arriscado, provavelmente ele não retornará como um humano e talvez nem se lembre de quem somos, mas acho que devemos tentar... - disse Talber enquanto realinhava seu manto e removia com a mão o suor que escorria por seu rosto."

- A última alternativa: a ressurreição de Lincht.


Séculos após tornar-se um inimigo, Lincht volta a fazer contato com seu antigo grupo. Veja agora a conclusão deste acontecimento.

Reconhecendo a voz, Wogal não se abala, mas reconhece o poder de seu inimigo.

Wogal
- Não temo a destruição, tema por ti apenas!
Voz - Em breve eu mudarei tudo isso, você é poderoso, e sábio... mas eu vi coisas além do tempo, eu fui além do que você jamais verá. Eu conheci a origem...
Wogal - Se és Lincht, não passa de um Mentiroso...
Voz - Eu tenho O Tomo do Tempo, Wogal Bogard!
Wogal - Todos dizem isso, exatamente do modo como falo contigo agora tu me escuta onde está!
Voz - Minhas marionetes estão agindo bem, não é mesmo?
Wogal - O dono desse tomo, não sairia assustando os outros, simplesmente faria tudo o que tem que fazer, mentes tão mal quanto Halver! És um péssimo mentiroso!
Voz de Lincht - Nirgan me deu o livro do tempo, agora falta pouco para atingir meus objetivos, por que eu não contaria a você? Tem o direito de saber... depois não se lembrará de nada! Que diferença terá feito afinal?
Wogal - Idiota! Não és nada! Tenta me atingir, por que não entende as escrituras! Nunca deixarás de ser um verme! Tem o poder e não pode usá-lo! HAHAHAHAHAHAHAHA
Voz de Lincht - Se eu não puder, quem poderá? Um deus?
Wogal - Ninguém! Morrerás exatamente como Karsus morreu! Continua patético, Lincht.
Voz de Lincht - Karsus era obcecado por poder... eu já possuo o poder. Hahaha.
Wogal - Pensa que tem , mas não o tem! Se tivesse já teria feito tudo, eu te conheço! Preste atenção, o Tomo não será seu por muito tempo!
Voz de Lincht - Se você tem tanto poder quanto julga... por que não vem tomá-lo de mim?
Wogal - E tirar os créditos daqueles que irão te matar? Eu sei entender o que diz no Tomo, por isso veio me incomodar. Qual é a chantagem?
Voz de Lincht - Sabe que não o venceria em um combate direto de magia...
Wogal - Serás morto por um Rei, sempre esnobou essa raça, pois então será o Rei dessa raça que te destruirá, um Rei de Puro Sangue que tem minha amizade e admiração!
Voz de Lincht - Eu tenho algo que meu irmão quer... E que pode interessá-lo também... Eu tenho o corpo desalmado de Ziegfried...
Wogal - E o que tu queres em troca? Queres que aquele que escutou as notas da Criação, leia o tomo pra ti? Jamais farei isso, um deus é um sacrifício aceitável diante do controle do tempo!
Wogal - Jamais controlarás o tempo Lincht, por que todos os que entendiam o tomo estão mortos, o único que ainda está vivo sou eu! Viverás para conhecer tua derrota nas mãos do Rei dos Anões! Eis a Profecia da tua destruição! Que foi proferida por aquele que nos seus últimos momentos de existência pediu as nossas almas. Tu deves lembrar disso, não lembras?
Voz de Lincht - Ziegfried abandonou grande parte de sua divindade e a entregou para meu meio-irmão para que eu não pudesse me tornar absoluto... mesmo assim eu absorvi parte de sua essência, o que me deixou mais forte do que eu era. Mas uma parte se perdeu, jamais consegui compreender de que maneira isto pode ocorrer, ou onde essa energia foi parar. Mas se você não deseja colaborar, ainda há outras pessoas que o farão... é apenas uma questão de tempo, e eu tenho todo o tempo do mundo...
Wogal - Não importa, a profecia se concretizará! O instrumento da Criação nunca mais aparecerá! Eu me certifiquei disso.
Wogal - Anda muito esquecido Lincht, negociou da maneira errada e com a pessoa errada.

Ouve-se uma risada através do vento e uma lufada de vento através da noite...

Wogal - Teu destino final está se aproximando.
Voz de Lincht - Pode um homem mudar seu destino? Um já mudou Wogal... eu serei o próximo...
Wogal - Não será, tenho certeza!
Wogal - Somente um homem tão chato quanto eu consegue fazer isso, e tu não és rabugento o suficiente, HAHAHAHAHAHAHA

A lua minguante brilha sobre as nuvens, a voz de Wogal se perde na escuridão abaixo. Através da janela de sua torre ele continua a observar a noite tranqüilamente.
[FIM]
__
"Time what is time
He saw it clearly it's too late
It does not heal but it lets us forget
Time what is time
We'll never know
So don't take care
Then time is time again"

Blind Guardian - Time what is Time

[☺]Soundtrack

A noite se adensa. A trama se torna mais espessa. O mistério tem início. Façam suas apostas. O que está por vir? A lua negra espreita na escuridão.

\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SADNESS III]\[DAY 8]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.

:: Sadness II ::

Forjado por Guardian | 17:40 | 0 pulsações »

"No estreito corredor da Montanha Subterrânea o grupo parou subitamente. Logo adiante algo jazia, inerte. Ao aproximarem-se puderam ver que tratava-se de um corpo, um corpo humano. Estava sujo, dilacerado, os ossos partidos. Sem armas ou armadura. Ainda assim havia algo de familiar nele. Griffin aproximou-se sem tocar em nada. Depois de muito olhar o elfo acenou positivamente para os companheiros:
- É ele Talber. Seu irmão está morto... Lincht está morto."

- Undermountain, a busca por Lincht, irmão de Talber, que havia desaparecido havia semanas.


Wogal resolveu atender o pedido dos cavaleiros da morte e interpretar seus "sonhos" para trazer-lhes um pouco de alívio em seu suplício. Veja nesta continuação o resultado das interpretações.

Com um ar de arrogância, Wogal olha para o cavaleiro da morte e responde - o sarcasmo nítido em sua voz retumbante.

Wogal - Pouco deveria te impressionar, Alma Penada, já que os crimes que cometeste, vão além da mente humana.
Death Knight - ...seus olhos tem a luz da eternidade e a profunda escuridão da morte ao mesmo tempo. Olhar para aqueles olhos é como ver minha própria destruição!
Wogal - Seus crimes não são poucos, mesmo nesses tempos de sombras. Tua destruição é a tua redenção, onde está tua bravura Servo da Morte?!
Death Knight - Mas não é a morte apenas Senhor... é a destruição final da alma o que vejo!
Wogal - Então é isso o que vês?!
Death Knight - E este homem, ele grita...
Wogal - Se a destruição te aguarda, ela aguarda a todos nós!
Death Knight - Ele chama por alguém... Ele chama por Lincht!
Wogal - Ele já está morto só que ainda não sabe!

Os olhos de Wogal se tornam sombras, e os lamentos da ilha se tornam terríveis, como se a alma da ilha tivesse medo de sua ira.

Wogal - Lincht, teu nome é como um chamado para a morte que se esforça para não atender!

A voz de Wogal ecoa com um som vazio no ar, como se tivesse sido pronunciada por uma caveira.

Death Knight - Ele grita dia e noite, grita e seus punhos estão presos com grandes correntes de um metal azul, o som dessas correntes é como o grito de mil almas, e a cada golpe, mais gritos unem ao seu coro interminável. As correntes gritam com ele e sua dor se faz maior a cada instante...
Death Knight - Senhor Wogal, eu já passei por muitos tormentos, mas nada se compara ao que vejo nestes sonhos!

A voz de Wogal ecoa com risadas que deixam os cavaleiros espantados.

Wogal - Hahahahaha, Então ele sofre?
Wogal - Hahahaha...
Death Knight - Ele me parece a própria essência da morte Senhor. Seria ele Kelemvor?
Wogal - Engano seu, não passa de um ambicioso estúpido! Quer me deixar com medo e está usnado vocês para isso. Quanto a Kelemvor, é poderoso sim , mas é mais novo do que você. Não tem nenhuma intenção contigo a não ser te exterminar, já que tu és um morto-vivo.
Wogal - Lincht não tem ligação nenhuma com Kelemvor, pois ele tem até uma Ordem de Paladinos só pra ele.
Death Knight - Seja quem for, não é um mortal Senhor, pois mortal algum poderia trazer o medo ao vazio de um Cavaleiro da Morte...
Wogal - Não é Medo, apenas o desconhecido há um pouco de humanidade dentro de ti ainda. Aproveite isso.

Os cavaleiros fazem uma reverência em sinal de respeito e deixam o aposento.
Wogal se acalma, e seus olhos voltam ao normal. Os lamentos se tornam baixos novamente.

Wogal diz ao vento:
"Se tu queres a Morte Lincht, a Morte é o que terás. Eu enfrentei a Morte por várias vezes e ainda estou aqui, porém quem és tu? Para trazer tormento a Almas Penadas que tem que pagar pelos erros que cometeram em vida, tu és mais baixo do que aquele que eu seguia antes!"


Através do vento também surge uma voz...
"Não invoque o nome em vão... mago..."


[continua...]
__
"In the middle of the hall the hearth is crackling...
Nobody notices..... the shadows stretching...
Everybody screams and sings and laughs...

Everybody.... except.... one..."

Evol - Tower of the Necromancer

[☺]Soundtrack

Há muitos mistérios sobre a figura de Wogal Bogard, um necromante que buscou a imortalidade de diversas formas ao longo de centenas de anos, mas que rendeu-se finalmente aos encantos da morte, pura e simplesmente. Traído até mesmo pelos deuses graças a sua busca pela necromancia negra, resolveu dedicar-se exclusivamente à busca pelo conhecimento e pelo poder. Durante sua juventude participou de inúmeras batalhas ao lado de seu grupo. Ficou conhecido como 'O Arcano' nas terras por onde passou e os bardos contam diversas histórias sobre seu temperamento incomum. Imortal graças à benção-maldição de um cajado místico, erigiu sua torre na Ilha dos Lamúrios, onde é servido por diversos Cavaleiros da Morte.
Por diversas vezes batalhou ao lado de Lincht. Hoje, porém, são inimigos mortais. Que tipo de ameaça poderíam oferecer um ao outro? Quais as medidas exatas de poder de um em relação ao outro? Será este o prenúncio de uma batalha entre os antigos aliados?
Veja na conclusão desta história: Sadness III.

\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SADNESS II]\[DAY 7]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.

:: Sadness I ::

Forjado por Guardian | 17:08 | 2 pulsações »

"Os olhos da noite me cercam, a noite eterna do limbo, onde estará minha alma? Quero viver, mas esse direito eu já não tenho... Entrego a meu filho o manto de minha devoção ao senhor do universo, que ele seja capaz de levar adiante meu legado, representando o poder do relâmpago e a força dos grandes dragões azuis... Faço de seus aliados meus irmãos nesta batalha. Que a luz do relâmpago ilumine suas jornadas por esta terra."

- As últimas palavras de Ziegfried antes de sua morte nos braços de seus aliados e de seu filho, Talber.

Memórias... lembranças... um relâmpago brilha na escuridão da noite... na solitária Ilha dos Lamúrios, um homem observa de uma janela no alto de sua torre.
Três cavaleiros da morte se aproximam, o tilintar de suas armaduras ecoa através do salão, um deles, que tem sobre sua cabeça uma coroa dourada, ergue sua mão em saudação. O homem o reconhece como Lorde Morbydus.

Wogal Bogard tem tido pensamentos estranhos, que invadem sua mente durante seus períodos de meditação, como sonhos distantes. Em um deles um gigante enfrenta o deus Ziegfried, que cai morto a seus pés, mas em outros é Ziegfried quem sai vitorioso... o significado destas "visões" ainda parece duvidoso, mas parece que não foi somente Wogal que teve essas sensações estranhas.

Lorde Morbydus - Senhor Wogal, os cavaleiros me pediram que subíssemos até aqui pois tem algo a lhe dizer...
Wogal - Cavaleiro?!
Death Knight - Desculpe-nos por invadir seus domínios senhor, sabemos que é contra nosso acordo, mas o que tenho a dizer é de suma importância... tenho tido... sonhos... O Senhor deve compreender que isto não é normal em nossa condição.
Wogal - De fato é muito estranho já que vocês não dormem. E também por que vocês deveríam ser ligados somente aos seus grilhões, ou seja, ao seu passado.
Death Knight - Mas os sonhos vem quando estou acordado, e não parecem estar ligados a mim.
Wogal - Muito estranho, mesmo... Mas o normal é que nada seja normal nesses tempos de sombras.
Death Knight - E como és um grande arcano, gostaria que interpretasse estes sonhos para mim... poderia fazê-lo?
Wogal - Claro, tudo para aliviar seu tormento, Alma Penada.
Death Knight - Em meu sonho há um homem... ele parece ser humano, orelhas redondas, rosto alongado... seus cabelos são longos e prateados, mas seus olhos são vazios... seus olhos são...

O cavaleiro hesita, como se tivesse receio do que estava prestes a dizer...

[continua...]
__
"Não diga que você não pode sorrir ou que você odeia a humanidade
Agora é a hora, mesmo se você não pode ver, existe um significado para tudo
Mesmo que os problemas do passado não podem ser apagados, não jogue sua vida fora"

UVERworld - D-tecnoLife

[☺]Soundtrack

A vida é apenas uma passagem, mas para alguém com o poder dos deuses essa passagem pode ser muito mais tortuosa do que a débil mente humana pode conceber. Quando dois seres além da compreensão se encontram tão próximos, quem poderá prever as conseqüências desse encontro? Enquanto isso a trama continua a ser tecida, lentamente, da maneira mais perfeita possível... E aos poucos essa trama vai se fechando.

\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SADNESS I]\[DAY 6]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.

:: Secrets III ::

Forjado por Guardian | 18:22 | 0 pulsações »

Eis a conclusão do primeiro encontro.

[#]Five Destinies - Intro (parte 4)[#]

Como era esperado Nauth aceitou a missão em troca de sua vida, um acordo razoável já que ele tinha algum interesse no símbolo ostentado por Nirgan, embora ele parecesse muito contradito ao ter que aceitar servir a uma divindade. Entre tantos crentes de um mundo mágico, Nirgan havia encontrado justamente alguém que não acreditava nos deuses para converter, mas o fizera com sucesso. Exatamente como Dalamar havia esperado, suas habilidades superaram as expectativas. Agora que o julgamento havia terminado, o grupo de clérigos deixou Nirgan para que ele escoltasse Nauth até o templo sem atrair atenções indesejadas, duas pessoas solitárias são melhores do que um grande grupo neste caso.

Descendo até as masmorras os guardas liberaram Nauth, irritados por ter que fazê-lo, afinal não poderiam mais bater no garoto, e entregaram seus pertences: uma luva e um sabre além de alguns trapos. - "Não se preocupe com roupas Nauth" - a voz de Nirgan chamou a atenção do rapaz que se virou para ele rapidamente, seus grandes olhos azuis refulgindo - "Como um presente eu lhe trouxe estas." - e entregou-lhe um pequeno pacote. Abrindo-o Nauth se surpreendeu ao ver uma roupa de seda negra com uma bela capa com capuz. - "Estou começando a achar que essa vai ser uma parceria interessante." - Nauth disse enquanto vestia seus novos trajes e se admirava com a bela lua negra bordada em seu peito. Colocando seu sabre na bainha e vestindo também sua luva ele viu um pequeno brilho no fundo da pedra negra que a adornava e enquanto deixavam o castelo ele sentiu que muitas coisas estavam para acontecer à partir daquele momento.


[#]To be continued...[#]

__
"Where do we go from here
There must be something near
Changing you, changing me forever

Places change, faces change
Life is so very strange
Changing time, changing rhyme together"

Judas Priest - Never Satisfied

[☺]Soundtrack

Tem início uma aliança promissora. Um novo segredo surge sob a lua negra. Novas perguntas.
Quando surgirão as respostas?
Não perca a continuação.


\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SECRETS III]\[DAY 5]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.

:: Secrets II ::

Forjado por Guardian | 18:05 | 0 pulsações »

Nossa história continua, agora em sua terceira parte, revelando pouco-a-pouco alguns acontecimentos na vida de Nirgan e sua relação com o que está por vir.

Tem início o primeiro encontro.

[#]Five Destinies - Intro (parte 3)[#]

Agora Nirgan era quase um homem e recebia sua primeira missão diplomática, salvar alguém de ser condenado à morte. - "O nome dele é Nauth." - De alguma forma o nome soou familiar e ecoava na mente do clérigo enquanto ele caminhava com seu grupo diplomático em direção ao castelo dos Lordes, ocultos em seus mantos, pela sombra da noite. - "Se ele aceitar uma missão em nome de nossa igreja e jurar fidelidade à Dama da Noite, conceda a Nauth a liberdade e diga que cuidaremos para que ele cumpra sua pena até o fim de seus dias, obedecendo nossos preceitos. O juíz dos Lordes é um homem bom e aceitará este julgamento como justo." - A voz do elfo ía e vinha de sua mente como uma repetição, quando percebeu Nirgan já estava subindo as escadas para a sala de julgamentos com o grupo de clérigos que o auxiliaria em sua missão caso fosse necessário: Elingarvos, Marastho, Jostor e o próprio Dalamar. Após uma breve reverência eles sentaram-se ao redor da grande mesa circular. As paredes de pedra cinzenta e a ausência de janelas contribuiam para tornar aquele aposento realmente irritante. Iluminado por muitos archotes, algumas poucas sombras eram projetadas sobre eles, onde o teto dava lugar a largas vigas de madeira, sobre as quais podía-se ver as pesadas telhas de barro da torre oeste onde seria realizada a audiência desta noite.

Quando os guardas entraram trazendo um rapaz esguio e magro, Dalamar chegou a se levantar, mas sentou-se novamente em seguida, percebendo que isso poderia ser visto como um insulto. Nauth era um rapaz jovem, de olhos azuis e profundos, mas com cabelos brancos como um espectro, de alguma forma ele parecia jovem e velho ao mesmo tempo, o que fazia com que muitas vezes as pessoas ficassem assustadas com ele. Sua pele era muito clara, quase albina e ele provavelmente tinha problemas com a luz do dia pois tinha algumas feridas em suas mãos e rosto e alguns guardas disseram que o haviam transferido para uma cela subterrânea para que ele parasse de reclamar. Quando Nirgan o viu seus olhos se cruzaram em um momento que pareceu durar uma eternidade, aquele olhar era frio e vazio, mas assim como em Dalamar, a morte não existia nele! Foi naquele momento que ele compreendeu o que poderia ter atraído a atenção de sua deusa para aquele rapaz. Diferente de Dalamar, Nauth possuía uma aura de vida ao seu redor, produzindo aos olhos de Nirgan a luz que vinha da energia vital que cerca todas as coisas, mas ela tinha muitas fagulhas douradas, ele nunca tinha visto aquilo. E além disso não havia nenhum sinal de aquela vida se esvair, ele parecia congelado no tempo como se, de alguma forma, pudesse estar além da sua própria existência, como se seu tempo já tivesse terminado antes mesmo de ele nascer...


[#]To be continued...[#]

__
"Love i can't have
the dad i won't have
the child was left here all alone
i was left here all alone
Destiny, My destiny,
dance with me, dance with me, destiny
destiny, my destiny,
no escaping that's for me"

Knowledge - Gnat (I'm all alone)

[☺]Soundtrack

Quem será este estranho rapaz de nome Nauth? Qual será seu papel nos planos da Deusa? Nirgan está enfim frente a seu desafio. Conseguirá ele convencer os lordes para que liberem o rapaz de alguma forma? Não perca a continuação.


\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SECRETS II]\[DAY 4]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.

:: Secrets I ::

Forjado por Guardian | 13:20 | 1 pulsações »

Meus dias são cercados de luz mas ela não me agrada, sou um filho da escuridão como sempre fui, a lua é minha guia e ela é quem me mostra o caminho. Não a lua cheia que reflete a luz do sol, mas a lua negra que oculta os seus doces segredos que um dia hão de ser revelados.

"Devora-me ou decifro-te..."

Não sou uma esfinge, mas tenho meus mistérios, meus segredos. Não pense que isso é fácil de descobrir, enigmas podem ser muito mais complexos do que você imagina.

Continuando a história eu vou dar mais uma amostra grátis, hehehe.

[#]Five Destinies - Intro (parte 2)[#]

Dalamar sorriu, um meio sorriso que mantinha seus lábios finos como um risco torto no final - "...este rapaz foi encontrado pelo que tudo indica junto a um cadáver próximo do porto. Foi detido pelos guardas quando tentou fugir." - Nirgan suspirou, esse não era o tipo de missão que ele esperaria de seu mestre, afinal de contas, desde quando a Igreja da Noite se aliava aos Lordes para salvar alguém? Será que Dalamar estava louco? Como se pudesse ler seus pensamentos o elfo se levantou da cadeira e olhou Nirgan nos olhos - "Você entende que os anseios de nossa grande mãe são muitas vezes misteriosos até mesmo para nós não é verdade?" - Nirgan assentiu com um movimento da cabeça - "Então você deve saber apenas o que eu lhe comando e compreender que o que vem de mim é a vontade divina manifestada." - De fato Nirgan via seu mestre como uma figura quase divina desde que fora salvo por ele há oito anos atrás, Dalamar não exibia a luz que os outros emanavam aos seus olhos, não estava morto nem vivo, não havia a morte em seu futuro, para Nirgan ele era eterno. - "Sim Dalamar, eu compreendo. Perdoe as dúvidas deste humilde servo." - Dalamar apenas sorriu.

A luz que iluminava o aposento era fraca, vinda de velas negras em um pequeno altar logo atrás da mesa escura. O manto de Dalamar esvoaçou quando ele se virou, mas a chama das velas nem mesmo se moveu, tão suaves e leves eram seus movimentos. Sua voz era forte e amaciada como um veludo, sua altura estava acima da média para os elfos e sua pele era muito branca, quase translúcida. Poucas coisas eram conhecidas sobre sua origem ou como ele havia chegado a esse posto na Igreja da Noite, alguns diziam que Dalamar era um Elfo das Estrelas, o que quer que isso fosse. Ele havia vindo para a Igreja naquela noite junto com um garoto muito pálido e assustado, foi um dia depois do desaparecimento do antigo regente. Oito anos haviam se passado desde então, o garoto se tornara seu pupilo nas artes arcanas e desenvolvera uma aptidão sobrenatural para lidar com a necromancia ao mesmo tempo que era colocado junto aos aprendizes do clericato. Dalamar fôra um tutor inflexível, rápido para punir distrações e difícil de impressionar, apenas o avanço de Nirgan parecia satisfazê-lo de alguma forma e os outros aprendizes sentiam-se incomodados por essa preferência de seu tutor por um aluno tão fraco e débil. Mas Dalamar não o protegia, muito pelo contrário, ele fazia com que vissem Nirgan exatamente dessa maneira, foi isso que o tornou mais forte.


[#]To be continued...[#]

__
"Lonely again
Perish the heat
Succumbing breath
Last but not least
Die or slay
Hide on the field
Perceiving eyes
Hunting the prey"

U2 - Hunters and Prey

[☺]Soundtrack

Assim começa a jornada de Nirgan. O que o aguarda em sua jornada ainda está para ser revelado. O que será que Dalamar espera com tal prisioneiro? Quais serão suas habilidades? Ninguém sabe o que espreita na noite...


\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SECRETS I]\[DAY 3]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.

:: Gaming ::

Forjado por Guardian | 02:44 | 1 pulsações »

Que rolem os dados. Hoje é dia de jogar RPG!



Temos uma campanha de Dungeons & Dragons em andamento, o grupo de jogo é composto de 5 pessoas (Henrique "Lalau", Leandro "Madruga", Álvaro "Silêncio", Luiza "Esquilo" e Luis Fernando "Tonho") e mais o Game Master (Eu).

Aproveitando o post vou fazer uma pequena descrição de parte do que ocorreu em nosso primeiro jogo.

[#]Five Destinies - Intro (parte 1)[#]

Já era tarde quando Nirgan Morgan ouviu o som de batidas na porta de seu quarto, já fazia 3 dias que ele estava em reclusão para receber as bençãos de sua amada deusa, quem ousaria interrompê-lo naquele momento de meditação? Uma voz veio através das frestas na madeira, - "O seu mestre invoca sua presença em sua sala, Nirgan" - era um daqueles cães desprezíveis, um dos clérigos recém-iniciados, incapazes de compreender a verdadeira relação mantida por alguém como Nirgan com sua divindade, e eles o odiavam por isso, mais do que isso, eles o invejavam, ele podia sentir isso em suas vozes e até mesmo em seus olhares quando ele cruzava os corredores de pedra do templo da Deusa da Noite.

"Diga a ele que estarei pronto em um minuto" - A voz de Nirgan fez-se ouvir através do aposento, enquanto ele se levantava e removia suas vestes ritualísticas para vestir o manto daqueles que escolheram o clericato como seu caminho. Ele ajeitou o manto sobre os ombros e encaixou a corrente prateada que pendia de um ombro ao outro, terminando nas pequenas luas negras envoltas em um disco arroxeado, o símbolo de sua deusa. Prendeu então a faixa roxa em sua cintura e vestiu os sapatos negros.

Não havia janelas ou outros locais por onde pudesse entrar qualquer tipo de luminosidade em seu quarto, ele não precisava. Nirgan havia nascido com a habilidade sobrenatural de ver a luz gerada pela vida que existe nas criaturas ao seu redor, e mais do que isso, ele podia ver essa luz se esvaindo a cada instante, a vida se perdendo... ele podia ver a morte nos olhos de cada ser vivo que se aproximava dele.

* * *

A porta se abriu e Nirgan pode ver o grande corredor à sua frente, os clérigos e seguidores que vinham até o templo prestar suas orações estavam por todos os lados, então ele fechou a porta e trancou-a rapidamente, seguindo seu caminho em direção à sala de seu mestre. No caminho ele via alguns cochicharem e apontarem para ele, mas já estava acostumado. Há oito anos ele havia sido salvo por Dalamar Blackmoon, o regente do templo local, fora então trazido para o templo onde foi aceito, assumindo mais tarde o posto de iniciado.

Em breve seria o momento de receber oficialmente o título de clérigo, mas muitos o viam como uma farsa, um garoto mimado que devia receber uma boa lição para aprender a não se meter no caminho dos outros. Mas Nirgan não era como eles, ele sabia como lidar com tudo isso. Tinha sido assim desde o início, mas ele continuava lá após oito anos, não é mesmo?

Ele desceu as escadas até chegar ao grande salão, de onde teria acesso ao aposento onde encontrava-se Dalamar. Bateu à porta e aguardou, passou-se algum tempo até que a voz la dentro se fizesse ouvir, - "Entre" - disse ele, e a porta se abriu lentamente, revelando um aposento muito bem organizado, com estantes cheias de livros e uma grande mesa de madeira escura ao fundo. Paredes decoradas com quadros chamavam a atenção de quem entrasse ali, além de uma bela tapeçaria onde o negro e prata predominavam, contrastando com o roxo dos arranjos. Nirgan caminhou com passos largos e velozes pela sala até atingir os degraus que divisavam os dois ambientes da sala, até chegar na grande poltrona que se voltava para um grande espelho inclinado em um canto, em cujo reflexo se via um belo elfo, de longos cabelos negros e uma expressão amistosa, seus grandes olhos negros refletindo o brilho prateado das correntes de Nirgan - "Eu o aguardava. Tenho uma solicitação para que você faça um julgamento especial junto ao conselho dos Lordes e salve um rapaz que está sendo acusado de assassinato..."

[#]To be continued...[#]

__
"Let me strip the pain, let me not give in.
Free me of your life, inside my heart dies.
Your dreams never achieved, don't lay that shit on me.
Let me live my... life."

Korn - Dead Bodies Everywhere

[☺]Soundtrack

Talvez eu continue a escrever em breve.


\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF GAMING]\[DAY 2]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.