Pessoal, estou migrando o blog para a Wordpress.
O novo endereço é
http://dominiodocaos.wordpress.com
Abraço a todos
__
\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF CHANGES]\[DAY ÔMEGA]\> LOGOFF.EXE
.:[END]:.
Pessoal, estou migrando o blog para a Wordpress.
O novo endereço é
http://dominiodocaos.wordpress.com
Abraço a todos
__
\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF CHANGES]\[DAY ÔMEGA]\> LOGOFF.EXE
.:[END]:.
Outro dia um amigo me perguntou se eu teria interesse em fazer uma HQ. Confesso que a idéia não me havia ocorrido ainda... Mas, quem sabe?
Motivado então pela idéia, iniciei um sketch de personagem baseado em um jogo recente de Mutantes e Malfeitores. Vou aguardar para saber mais sobre a idéia deste meu amigo. Até lá, vou desenhando...
Espero que gostem da primeira impressão.
Arte 100% digital.
Sketchbook Pro 2009
AMD Sempron 2500+ (1.41 GHz)
2 GB RAM DDR
Mouse Óptico Microsoft 2.0
Mousepad Clone
Monitor LG Flatron ez T730SH 17"
^^
Falácia! Hipérbole!
Jocoso é o pranto dos que o clamam...
Evocam o nome do sacro boco vosso em vão
E obliteram o real significado de teu legado.
Ardiloso é o filho letrado de teu pai.
E segue por caminhos que, alheios a nossa vontade, lhe foram traçados.
A mente voraz segue sua jornada, devorando os que tentam decifrá-lo.
Não és esfínge no entanto. Homem é o que sois.
Homem-boco. Contumaz guerreiro, dos prados errante. Autóctone dos pampas!
Teu legado é feito de "correios-lúdicos" parafraseados por quimeras audazes.
Gênio perdido entre as ondas de rádio.
Mestre dos discípulos da verdade, macrocéfalo pedante ardiloso, valoroso monge das teses transcendentais, de cuja mente fulguram lúgubres fatos... E vocifera-os em audível tom, para que o mundo, esta esfera morgada em vias de extinção, dele obtenha elucubração.
Não que possa salvá-lo afinal, mas para noticiá-lo.
Informação é tudo.
[i]Veritas est.[/i]
Sucesso meu amigo.
São três horas da manhã. A lua, seminua, oculta-se sob o véu de nuvens. Os passos rápidos batem sobre as pedras como martelos. Os postes iluminam pouco. Oscilam, piscam, todos ao mesmo tempo. Ele já está acostumado. Às três e um da manhã ele cruza a rua. O chão é sujo, repleto de papel higiênico, restos de comida, roupas rasgadas de mulher. Ele nada olha. Os martelos continuam, desenhando um caminho firme sobre a lama, escolhendo cada pedra de forma certeira. O relógio marca três e dois da manhã.
Risos, muitos risos. Os dentes perfeitos destacam-se do rosto como pérolas em meio ao carvão. A pele brilha em sua perfeição, sua cor ébano resplandece. O peso do corpo a derruba. O álcool a derruba. Ao longe os sons do carnaval. Os joelhos estalam ao chocar-se contra as pedras. Ela continua a rir. Está bêbada.
Agora são três e dez e a porta está trancada. O homem se abaixa e tira algo da parte de trás do sapato, enfia na fechadura e torce. Deixa o metal ali, pendurado na porta. Pega um lenço do bolso e enxuga a testa. Ouve risos descendo a rua. Volta-se depressa para a porta e empurra com força o metal. A carne se rompe. São três e doze da manhã. A porta destranca. O homem entra.
A mulher vasculha a bolsa pequena, repleta de lantejoulas coloridas e luminosas. O poste pisca. A mulher xinga.
O homem a observa por uma fresta da porta. Sua saia está levantada de um lado. Dá pra ver a calcinha: pequena e verde, com uma pequena flor desenhada. Os joelhos são fortes, embora sujos. O cabelo está úmido por causa do sereno. São três e vinte da manhã. Ela procura algo em uma pequena bolsa, provavelmente a chave de casa. O poste pisca. A mulher xinga. O homem abre a porta.
O poste se apaga. Ouve-se um grito.
O metal cai sobre as pedras. Os martelos voltam a bater.
Ao longe as pessoas festejam o carnaval.
São três e vinte e dois da manhã.
Está escuro. A mão procura um caminho. A voz não sai, está presa à garganta. Engasgada. Há muita dor. As pernas não se movem. Não há mais carnaval. Não há mais porta. Não há mais nada. Apenas a mão, procurando no vazio algo que jamais descobriu...
São três e cinquenta e três da manhã.
Guardian
12/03/2009
O velho ano... terminou.
Olha tudo o que passou. Olha o quanto deixamos para trás. Nossos rastros foram criando identidades próprias, sonhos perdidos que não voltam mais.
Não se arrependa.
Trezentos e tantos dias se passaram, novamente, e o que aconteceu? O que mudou no fim das contas? O que aconteceu com a pessoa que olhava e dizia que ainda tinha tanto "tempo pela frente"?
Não se assuste.
Vê quantas conquistas tiveste. Quantos sorrisos deste? Abraços e pedidos de perdão por erros que já passaram e não voltarão. Não se passa Liquid Paper na vida real...
Não se envergonhe.
No céu o Sol continua brilhando. Talvez ele não brilhe para todos hoje mas, quem sabe amanhã?
Não desista...
Um acorde novo surgiu no amanhecer, soou em todos os lares do mundo neste dia. Uma nova chance nos foi dada. A todos.
Desperte!
Vê os sonhos que resta concretizar. E devem ser muitos.
Busca o amor que sempre sonhaste. Queira-o por completo.
Abre teus olhos ao nascer do Sol. Comtempla-o com tua alma.
Caminha descalço sobre a areia ao entardecer. Relaxa teu espírito.
Teu momento chegou. Prova agora que tua vida pode valer à pena. Prova que és digno de tua carne, de teu sangue, de teu poder.
Vive este novo ano com ardor!
Vive!
Guardian
22/01/2009